Do mal do Homem poderia escrever mil prefácios, mil ensaios, mil epílogos. Mas por agora prefiro contemplar a última gota que cai da última folha verde daquela última árvore. Para ver como cai nas últimas costas que passam. Para que os meus olhos sejam a última testemunha do princípio.
Tão poluídos os caminhos até à saída. Até ao som e ao gesto. Dois (por vezes) contrários do início, onde se sabe estar a origem — como o atleta que agora atravessa a meta, em suor e falta de ar e cara feia, tão outro da linha de partida.
Numa altura em que se aproxima a publicação de um novo livro meu em Portugal, Caderno de Mentiras é editado em Itália pela Wordbridge Edizioni, com tradução de Giacomo Falconi.
«The power of the lie, Daniel said. Always
seductive to the powerless. But how is my being a
retired dancer going to help in any real way with
your feelings of powerlessness?»