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A mostrar mensagens de Setembro, 2012

O aviso final de George Orwell

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Não há qualquer registo filmado de George Orwell, mas as palavras são suas, ipsis verbis.


Como um pássaro pendurado

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Retratos que se multiplicam

No regresso a casa, aperta as carnes e trinca os lábios. Perdeu a paciência para o próprio corpo, o que equivale a dizer que perdeu a paciência para o próprio íntimo. Como pode alguém viver nesse estado?, pensariam os seus conhecidos acaso existissem.

Os verdes anos de Ingmar Bergman

«Estou convencido de que, dos três filhos, fui eu quem sofreu menos porque me tornei um perito da mentira. Criei em mim uma outra pessoa que, exteriormente, nada tinha a ver com o meu verdadeiro eu. E como não fui capaz de manter separados o que eu era, propriamente, e a criação que fizera de mim, esta ferida teve consequências mesmo até na idade adulta e na minha criatividade. Quantas vezes não tive de me consolar com a máxima: "Quem viveu de uma mentira é porque, no fundo, ama a verdade".»
Ingmar Bergman, Lanterna Mágica Edição: Relógio d'Água Tradução e notas: Alexandre Pastor

Aquele que sempre me acompanha

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Imune a disposições, inclinações ou obsessões, eis o livro a que sempre regresso, como se no seu interior estivessem todos os outros.