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A mostrar mensagens de Junho, 2013

O combustível da criação

«[...] E nada nos identifica mais do que a ignorância daquilo que somos.»
Carlos Fuentes

Onde começa a felicidade, começa o silêncio

«Recriminam-se os escritores pela sua inclinação para abordarem temas sombrios, tristes, dramáticos, sórdidos e nunca ou quase nunca felizes. Não creio que isso seja fruto de uma preferência, mas da impossibilidade de contornar um obstáculo. Sucede que a felicidade é indescritível, não de pode declinar a felicidade. É por isso que os contos populares e os contos para crianças — e inclusive os filmes americanos com happy end — acabam sempre com uma fórmula deste género: 'Casaram e foram muito felizes para sempre.' Ali o narrador detém-se, pois já não tem mais nada para dizer. Onde começa a felicidade, começa o silêncio.»
Julio Ramón Ribeyro, Prosas Apátridas Edição: Ahab Tradução: Tiago Szabo

Em modo furioso

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Fahrenheit 451 em menos de 3 minutos

Foi-me enviado por um tipo chamado Jack Collins. Vejam. Vale a pena.
http://academicearth.org/electives/tldr-fahrenheit-451/

A arte fugidia do conto

Arte do conto: sensibilidade para perceber os significados das coisas. Se eu disser «O homem do bar é calvo», estou a fazer uma observação pueril. Mas posso também dizer: «Todas as calvícies são infelizes, mas há calvícies que inspiram uma profunda comiseração. São as calvícies obtidas sem glória, fruto da rotina e não do prazer, como a do homem que ontem bebia uma cerveja no Violín Gitano. Ao vê-lo, dizia para comigo: 'Em que dependência pública terá este cristão perdido os seus cabelos!'» Contudo, talvez resida na primeira fórmula a arte de escrever contos.
Julio Ramón Ribeyro, Prosas Apátridas Edição: Ahab  Tradução (a raiar a perfeição): Tiago Szabo